sexta-feira, 8 de julho de 2011

Professora do RN que criticou a educação recusa prêmio de empresários | Conversa Afiada

Professora do RN que criticou a educação recusa prêmio de empresários Conversa Afiada

sábado, 25 de dezembro de 2010

MISSA LUBA, na lente de Quim Drummond

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Ações para mudar a face de Sete Lagoas a partir de 2011

Sete Lagoas cresce carecendo de uma face moderna que poderia mudar a vida na cidade. Alguns desejos e projetos/propostas para 2011:

1 - Criação do Museu de Ciências Naturais, para iniciar imediatamente a delimitação dos sítios arqueológicos na região da Gruta do Reio do Mato e outras regiões.Temos fósseis humanos de mais de 11 mil anos.

2 - Aprovar o texto de criação da Secretaria Especial de Economia Solidária, para criar o marco legal desta ação no município. Sete Lagoas tem parceria do município paulista de Diadema que colocou a disposição da Prefeitura sua experiência para avançar nesta empreitada.

3 - Criar Agência de Promoção Turística de Sete Lagoas com escritórios localizados em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. É uma iniciativa barata, fácil e rápida de ser implantada mas que permitiria a promoção dos chamados Famtur, que é um encontro de agentes de viagem. Trata-se geralmente de uma ação patrocinada por hotéis, empresas aéreas, terrestres, órgão municipais e reúne em viagens de trabalho promotores de turismo que trabalham na busca de novos roteiros.

4 - Ampliar e fortalecer com a participação da Associação Comercial e Industrial de Sete Lagoas os programas de Responsabilidade Social. Conjugando turismo e responsabilidade social o HSBC  a exemplo do que faz em Curitiba fica desde já convidado a fazer um trabalho semelhante de corais, na Escola Professor Artur Bernardes. A foto abaixo, de Quim Drummond, mostra o potencial do local para este tipo de ação.


sábado, 18 de dezembro de 2010

Fócil humano de 11 mil anos em gruta de Sete Lagoas MG

O Homem de 11 mil anos

Descoberto há quase três décadas, um dos mais antigos fósseis humanos do país está enterrado em uma gruta de Sete Lagoas (MG). Projeto prevê o resgate do achado arqueológico

O texto completo desta matéria segua abaixo. Veja:

O interior de Minas Gerais guarda um tesouro arqueológico inexplorado. Trata-se de um fóssil humano, provavelmente com 11 mil anos. Ele está enterrado a 2m da superfície, próximo à Gruta Rei do Mato, em Sete Lagoas, a 600km de Brasília. Um dos mais antigos e raros exemplares dos primeiros habitantes do país agora tem chance de ser resgatado por meio da criação de um roteiro turístico que inclui os sítios arqueológicos próximos a Belo Horizonte. O projeto deve sair do papel neste ano e inclui escavações em território setelagoano, onde há ainda ossadas de animais pré-históricos.
Em importância arqueológica, o fóssil de Sete Lagoas é comparável a Luzia, o crânio de 11,5 mil anos, o mais antigo das Américas, encontrado em 1975. O crânio é um achado da missão arqueológica franco-brasileira chefiada pela francesa Annette Laming-Emperaire (1917-1977). Ele estava a 60km de Sete Lagoas, em uma gruta de Lagoa Santa, nos arredores da capital mineira. O crânio levantou dúvidas sobre a Teoria de Clóvis(1), pois pertence a uma mulher com características polinésias e negroides, indicando que deve ter havido alguma forma de povoamento vindo do Pacífico Sul ou da África.
Perto do aeroporto de Confins, a Lapa Vermelha, onde os arqueólogos encontraram Luzia há quase 35 anos, ficou famosa mundialmente pelos trabalhos do naturalista dinamarquês Peter Lund (1801-1880). Lá, ele descobriu, entre 1835 e 1845, milhares de fósseis de animais extintos, além de 31 crânios humanos em estado fóssil. %u201CO fóssil de Sete Lagoas deve ter de 10 mil a 11 mil anos, a mesma idade de Luzia ou desses crânios encontrados por Lund%u201D, explica Cástor Cartelle, professor e curador de paleontologia do Museu de Ciências Naturais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG).
Cartelle fez parte do grupo de cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que, por meio de sondagens, descobriu o fóssil humano em Sete Lagoas no início da década de 1990. A equipe era chefiada pelo arqueólogo André Prous, que 20 anos antes havia participado da descoberta de Luzia. "Na Grutinha (a menos de 50m da entrada da Gruta Rei do Mato) de Sete Lagoas, identificamos um sepultamento, um enterramento humano. Mas nunca tivemos oportunidade de escavá-lo, por falta de recursos financeiros e de tempo", conta Cartelle, hoje com 71 anos.
Pinturas rupestres
Na mesma expedição em que identificaram o fóssil, os pesquisadores da UFMG encontraram pinturas rupestres na Grutinha. %u201CEssas pinturas são como mensagens diretas vindas daqueles primitivos habitantes que chegaram até nós%u201D, explica Cartelle. As interpretações que delas se fizeram eram as mais variadas: sinais descritivos, símbolos, batalhas, magia, lugares de pouso ou sepultamento. Enfim, registros dos primeiros habitantes da região.

Entusiasmados com a importância arqueológica dos achados, Cartelle e André Prous, na época, propuseram à Prefeitura de Sete Lagoas a criação de um museu de Ciências Naturais na cidade. No entanto, os políticos locais ignoraram o projeto. Vinte anos depois, os pesquisadores apostam em um projeto do governo mineiro para resgatar o fóssil de Sete Lagoas e preservar outros sítios arqueológicos do estado. A criação de espaços com as obras descobertas em escavações será um dos atrativos da Linha Lund, um dos roteiros do Circuito Turístico das Grutas de Minas Gerais.

Turismo e ciência

A Linha Lund, que integra o projeto Conservação do Cerrado e Recuperação da Mata Atlântica do governo de Minas, busca proporcionar uma viagem ao conhecimento científico. Com 120km de extensão, a linha terá seu marco inicial no Museu de Ciências Naturais da PUC-MG, passando pelo Parque Estadual do Sumidouro, pelas grutas da Lapinha (Lagoa Santa) e Rei do Mato, e a chegada na Gruta de Maquiné (Cordisburgo).

Nesse percurso, o visitante terá a oportunidade de conhecer e se aprofundar sobre a importância científico-cultural da região de Lagoa Santa, rica em biodiversidade, em arqueologia, paleontologia e espeleologia. Com investimentos previstos de R$ 10 milhões, a Linha Lund deve ser implantada até o fim do ano que vem, com os receptivos turísticos das Grutas da Lapinha, Rei do Mato e Maquiné e o Museu dos Primeiros Americanos no Parque Estadual do Sumidouro.

1 - Ocupação da América

A Teoria de Clóvis é a mais aceita pelos cientistas para explicar a ocupação da América. A ideia central da teoria é que os primeiros americanos, vindos da Sibéria, tenham atravessado o Estreito de Bering e chegado ao Alasca há cerca de 11,5 mil anos. A travessia foi possível pois a Terra sofria efeitos da Última Glaciação e o rebaixamento dos oceanos criou um caminho entre a Europa e a América.

Vida dedicada à arqueologia

Nascido em Copenhague, na Dinamarca, Peter Wilhelm Lund viajou em 1825 para o Brasil, onde percorreu as então províncias do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde coletou grande quantidade de material, que enviava para o Museu de História Natural da Dinamarca. Retornou à Europa em 1829 para atualizar os estudos de zoologia e botânica. Três anos depois, voltou definitivamente ao Brasil.
Ao lado do botânico Ludwig Riedel, viajou por Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Minas Gerais. Em Minas, estudou uma enormidade de fósseis encontrados nas cavernas próximas a Curvelo. Dedicou-se também às pesquisas arqueológicas. Estudou as montanhas da Serra do Espinhaço, recolheu material e remeteu-os para a Sociedade Real de Antiquários do Norte, em Copenhague.

Em 1842, já havia explorado mais de 200 cavernas na região e descrito 115 espécies de animais - entre eles o célebre tigre de dentes de sabre (Smilodon populator). Em 1843, encontrou na região vestígios de homens pré-históricos, cujos estudos definiram as características daquele que ficaria conhecido posteriormente
como o Homem de Lagoa Santa. Esta cidade, aliás, foi adotada como base de operações por Lund, por ser o centro de uma área repleta de cavernas.

Alegando falta de recursos, em 1845, Lund terminou repentinamente o trabalho nas cavernas, empacotando e doando a vasta coleção, com 20 mil itens, ao rei Cristiano VIII da Dinamarca. Devido à sua saúde frágil, resolveu não voltar à Europa, permanecendo em Lagoa Santa até a morte.

domingo, 13 de junho de 2010

OLHAR DA CIDADE, NA SENSIBILIDADE DE QUIN DRUMMOND, TAMBÉM MEU IRMÃO.









Em cada foto uma imagem de minha história pessoal. Durante muitas noites, ao passar em frente ao Casarão, sentia a forte sensação da presença de um antepassado, circulando na penumbra das salas escuras. Os janelões formavam a moldura de uma figura compenetrada, que estava alí, apenas estava. O vulto me espiava da janela. Os dois acuados, para um bote fatal? Para um ato de amor? No escuro, obscuro, eu me calo. No telhado um gato de preto confere minha precariedade. Um gato que canta ou mia, em minhas garras fatais?